• Felipe Chagas

MARKETING É PARA POUCOS


Uma coisa é muito presente no ser humano, em alguns mais, em outros menos, este fator é neutro e pode agir de forma positiva ou negativa, é o responsável pela maior parte e talvez todos os problemas gerados pelo homem. O EGO... O EGO é compreendido de forma confusa. Ao falar sobre, muitas pessoas o colocam em terceira pessoa, como se o ego fosse algo externo, uma outra mente. Ele é o responsável por fazer o ser humano se colocar em primeiro plano, em primeira pessoa, como se a vida fosse um filme e você o ator principal. Mas o que tudo isso tem a ver com marketing?


Philip Kotler (2000) define marketing como toda ação que satisfaça as necessidades e os desejos do consumidor através do processo de troca. Nesta perspectiva, o marketing deve ser aplicado de forma que os seus quatro pilares - produto, preço, praça e promoção - satisfaçam as necessidades e desejos do público consumidor. Para que isso seja feito da maneira correta, é de extrema importância o profundo conhecimento do consumidor. Não é à toa que a Coca Cola saiba que o seu público consome em média 3,4 pedras de gelo em um copo do refrigerante. Assim ela fabrica o produto numa densidade adequada para que mesmo que as pedras de gelo derretam, o refrigerante continuará saboroso.


Agora já começamos a entender porque grande parte das empresas não sabem fazer marketing. A maioria não conhece o seu público consumidor e acham que pesquisas com a finalidade de conhecê-los são despesas para o negócio. Essas empresas não possuem planejamento de marketing, muito menos um objetivo de marketing claro. Elas seguem funcionando todos os dias, sem uma direção, sem objetivos nem metas, seguem apenas lutando pela sobrevivência. Quando contratam um responsável pelo marketing, este fica responsável por lançar cards em mídias sociais, criar um novo banner para o site ou desenvolver um layout para a camisa da semana de liquidação.


Voltando ao EGO, não é à toa que muitos, mesmo sem nunca ter estudado nada de marketing ou posicionamento de mercado, fazem um marketing pessoal brilhante. Justamente pela interferência egocêntrica, pessoas muitas vezes gastam o que não podem para se posicionar em determinados grupos. Mas por que o ser humano possui relativa facilidade em se posicionar através do marketing pessoal e boa parte das empresas não possuem sequer um objetivo de marketing?


O marketing tem foco nas necessidades e desejos das massas: se uma empresa não consegue satisfazer necessidades e desejos ela não faz marketing e está fadada ao fracasso. A chave para o desenvolvimento de qualquer empresa pode ser traduzida em empatia. Ao se colocar no lugar dos outros o entendimento das necessidades do cliente  é aflorado, dessa forma, poderá ser melhor atendido. Mises (2018, pág. 23) afirma que "o sistema de lucro torna próspero aqueles que foram bem-sucedidos em atender as necessidades das pessoas". Nesta perspectiva, o sucesso de Bill Gates é explicado pois ele tornou mais prática a vida das pessoas com o seu produto. Hoje, pessoas em todo o globo consomem os produtos da Microsoft.


Portanto, o EGO é uma das maiores barreiras para os negócios. A culpa do fechamento da maioria das empresas está no próprio dono, que não está atento às necessidades dos consumidores. Então, para se obter sucesso no ambiente mercadológico altamente competitivo é imprescindível o desenvolvimento da arte de se colocar no lugar do outro. Entender não apenas dados demográficos, mas conhecer profundamente o comportamento e sentimento do consumidor. A empatia é a chave do sucesso para um produto, um serviço ou uma marca bem-sucedida. Quem entende isso não precisa correr loucamente atrás de novos clientes. Eles o buscarão naturalmente, porque você deixa de ser um alucinado em busca de lucro e passa a ser um facilitador que oferece resultado, melhor qualidade de vida ou melhor aproveitamento do tempo.


REFERÊNCIAS

KOTLER, Philip. Administração de marketing: a edição do novo milênio / Philip Kotler; tradução Bazán Tecnologia e Linguistica; revisão técnica Arão Sapiro. São Paulo: Pentice Hall, 2000.

MISES, Ludwig von. A mentalidade anticapitalista / Ludwig von Mises; tradução de Carlos dos Santos Abreu - 4ª edição revisada. - São Paulo: LVM, 2018.

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